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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Prémio PT


Quatro escritores portugueses e seis brasileiros disputaram, na fase final, o conceituado Prémio PT. Nuno Ramos convenceu o júri com o livro 'Ó'
Nervosismo. Este foi o sentimento dominante entre os finalistas na 7.ª edição do Prémio Portugal Telecom (PT) de Literatura, um dos mais importantes prémios para a escrita atribuídos no Brasil. Entre os nervosos estavam quatro escritores portugueses e seis brasileiros num processo que envolveu centenas de obras e que, em várias etapas e igual número de júris, foi pondo de lado os livros a concurso até serem apenas 50 as obras em análise e, na derradeira fase, apenas dez os seleccionados.
A cerimónia de entrega do prémio decorreu em São Paulo e galardoou o escritor brasileiro Nuno Ramos, com o livro 'Ó', que ainda não está publicado em Portugal. Os nomes foram retirados de dentro de um envelope e mantiveram-se até ao último momento em segredo, sendo só do conhecimento da empresa que auditou a votação.
Mais uma vez, o debate ocorrido ontem pela manhã entre os membros do júri foi bastante aceso devido à defesa até ao fim das posições de cada um dos dez membros nas suas apostas literárias.
Com a presença naquela cidade brasileira da maior parte dos autores - marcaram ausência António Lobo Antunes e João Gilberto Noll - num almoço com a presença do presidente da PT, Zeinal Bava, o dia começou cedo e acabou tarde. O escritor José Luís Peixoto, que já tem três livros editados no Brasil, assumiu ao DN que estava nervoso e aguardava com grande expectativa o anúncio. A razão, explica, deve-se ao empurrão que o prémio da PT promove na carreira do autor que o ganha e no aumento de vendas do livro em escrutínio, o que, no seu caso, "é sempre importante". Considera que tem tido mais êxito junto da crítica que do público e este poderá ser o momento para alterar tal realidade. Por seu lado, Gonçalo M. Tavares estava mais distendido e garante que não gasta a sua energia numa situação destas, apesar de não descurar os efeitos do galardão: "Os prémios são sempre importantes mas o correcto é manter o percurso e agradecer o que aparece de bom." Também Inês Pedrosa aguardava calmamente o anúncio, após ter vindo com os dois portugueses do festival literário de Porto Galinhas.
As obras dos autores portugueses eram romances, enquanto os brasileiros distribuíam-se por três géneros literários: conto, por Nuno Ramos; poesia, por Eucanãa Ferraz; e romances de Lourenço Mutarelli, João Gilberto Noll, Silviano Santiago e Maria Esther Maciel

bibliotecas escolares

são de abertura esteve também Cristina Dias, da Direcção Regional de Educação de Coimbra, que defendeu uma "articulação" entre as bibliotecas escolares e as autarquias, para que "possa chegar a mais pessoas".Aliás, esta parceria tinha sido também mencionada por Teresa Calçada no seu discurso, que considerou este o "tempo para formalizar acordos com a câmara de Leiria", com vista a reforçar o papel das bibliotecas escolares no seio da comunidade em que se inserem.No País, existem cerca de 1.500 bibliotecas escolares. Segundo Teresa Calçada, "todas as escolas 2/3 e secundárias têm biblioteca ou têm o serviço de biblioteca ao dispor".
Bibliotecas escolares modernizam aprendizagem para tornar leitores "mais críticos" Utilizar os 'velhos' manuais e as novas tecnologias nas bibliotecas escolares parece uma tarefa fácil, mas, na verdade, é um dos maiores desafios que se colocam hoje em dia aos professores bibliotecários."Aprender a ler é mais complexo do que há uma década", porque "há que saber ler os media, ler através da multimédia, é mais complexo do que antes. Temos que saber mais", explicou ontem, em Leiria, Teresa Calçada, da Rede de Bibliotecas Escolares. No II Encontro de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada disse que "ser professor bibliotecário a tempo inteiro é fazer leitores mais competentes e críticos".No entanto, aquela responsável alertou para a "dificuldade e complexidade" do trabalho dos professores bibliotecários, que "têm que estar ao serviço das novas e velhas tecnologias"."A escola é convocada para dar aquilo que o aluno sozinho não aprende, é isso que é ser professor bibliotecário. Agora que temos a rede, que está institucionalizada essa rede de recursos humanos, aumenta a complexidade, a exigência e a avaliação" de todo o processo de aprendizagem, disse, considerando tratar-se de um "aprender pro-activo".Há 13 anos a 'dar cartas' na área da Educação e Cultura, os professores bibliotecários tinham como missão "fazer leitores". Hoje, a tarefa é "mais simples", dada a circulação de informação, mas "mais complexa" pelo conteúdo divulgado, salientou Teresa Calçada.Durante a sessão de abertura do segundo encontro de bibliotecas escolares, Teresa Calçada recordou duas escolas de Leiria que, desde início, integram a rede: a Escola Secundária Rodrigues Lobo e a Escola secundária Domingos Sequeira."Algumas escolas e bibliotecas existiam antes mesmo da rede ser criada", como "foi o caso de duas escolas na cidade, onde já existia uma história, um trabalho e onde havia um esforço de criar uma biblioteca naquilo que é hoje", disse, considerando que Leiria "tem uma boa rede concelhia".Presente na ses
Esta noticia foi retirada do jornal de leiria

exposição de fotografias




Comboios de Livros
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA 21 Outubro a 31 Dezembro Sala de exposições do piso 1 Entrada livreHorário: 2ª a 6ª feira das 13h às 19h Sábado das 10h às 17h

No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores... Mais Informação

exposição sobre a companhia dos Jesuitas


Assinala-se, em Setembro de 2009, o 250.º aniversário da expulsão da Companhia de Jesus dos Domínios Portugueses. Trata-se, seguramente, de um dos temas mais polémicos da historiografia nacional. Esta oscila geralmente entre duas posições antagónicas. Por um lado, a «lenda negra» que assaca todo o tipo de acusações à milícia inaciana, muitas das quais sem qualquer verosimilhança. O processo começou logo com o intenso combate político, ideológico e religioso travado entre a Coroa, sob a orientação de Sebastião José de Carvalho e Melo, e os discípulos de Loiola, tendo perdurado até ao século XX, com particular virulência no decurso da Primeira República. Por outro lado, surgiu a «lenda dourada» que atribuiu toda a responsabilidade à idiossincrasia e ao comportamento do futuro marquês de Pombal, isentando os religiosos de quaisquer responsabilidades e transformando-os em meras vítimas de um algoz que pretendera, desde o início do governo de D. José I, destruí-los.
A realidade foi, como poderemos verificar, bem mais complexa do que as versões redutoras que vigoraram durante séculos. As investigações entretanto levadas a cabo e novas interpretações permitem concluir que se trata de um complexo fenómeno histórico que se centrou nos três principais reinos católicos (Portugal, França e Espanha) em que se defrontavam governos eivados dos princípios do Despotismo Esclarecido que não toleravam a existência de corpos autónomos - fossem eles aristocráticos, corporativos ou religiosos – que não se submetessem à autoridade incontestada do soberano e dos seus órgãos de governo ou oficiais régios. A simples resistência às ordens reais era considerada intolerável e merecedora de severa punição qualquer que fosse o estatuto dos infractores.
A resistência da Companhia de Jesus às novas orientações políticas assumiu um carácter mais dramático em Portugal e Espanha, devido aos enormes privilégios e à grande influência de que gozava sobretudo nas Américas Portuguesa e Espanhola, teatros onde se jogou a sorte dos inacianos em meados de Setecentos.



Esta noticia foi retirada da página oficial da biblioteca Nacional.11-11-2009